quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Simples assim

" Sinto ciúmes de tudo o que é meu, e de tudo o que eu acho que deveria ser, simples assim. "

Vejo você criticando as pessoas que eu gosto e defendendo as pessoas que te cercam e eu acho que nada valem. Muda de assunto quando eu cito nomes, ignora as pessoas por quem demonstro apreço. Já acostumei.
Curioso como você sente um claro ciúme e como todo mundo vê o ciúme que tenho de você. Porém você me perdeu pela palavra, por uma palavra... Respeito!
Sabe aquela pessoa que a todo tempo você desconsidera? Você não suporta ver que perdeu a atenção para ela. Acontece que depois de um tempo ficou impossível deixar de ver qualidades nela. Talvez, ainda mais se comparando a você.
Comparar as pessoas é o mais terrível e cruel dos atos, mas jurei para mim que nunca mais vou tolerar sentir algo por alguém do seu perfil.
Depois que vi tanto respeito do lado de lá, fica impossível querer relembrar seu descaso, seus atos calculadamente programados para me fazer sentir ciúmes e depois manipular meus sentimentos dizendo que não sabia lidar com as minhas mudanças de humor (que curiosamente sempre aconteciam quando você me cutucava).
Antes eu pensava " porque você não se decide?", hoje eu agradeço por nunca ter se manifestado.
Provavelmente eu perderia a chance de viver algo incrível por ter por você uma palavra : respeito!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Bons modos

Aprendeu desde cedo a portar-se como uma princesa!
Cruzava as pernas corretamente. Não abocanhava o garfo por inteiro na hora das refeições. Abaixava a cabeça sempre que recebia uma ordem. Nunca ergueu o tom de voz, nunca se exaltou.
Era um tipo diferente diante de todo esse povo tão comum. Às vezes era zombada, não se importava.
Um dia, durante a leitura de um livro, encontrou uma palavra que expressava tantas coisas que ela nunca soube como explicar. Porém, era um palavrão!
Passou o dia refletindo sobre aquilo, mas não tinha coragem de repetir. Escreveu num papel várias vezes.... Uma palavra que ofendia, magoava!

Escreveu um bilhete: "Há um palavrão que me ofende: sen-ti-men-ta-lis-mo. Curioso que você parece se ofender com algo que tenho para te oferecer e que tem apenas 4 letras"
Fechou o dicionário com o bilhete dentro e deixou em cima de uma mesa.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

prossegue

Já era a sexta vez que arrumava aqueles fios de cabelo atrás da orelha. Impaciente, tudo irritava.
Era só mais uma decepção. Repentina, rápida. Se arrependia por não se apaixonar por pessoas mais simples. Mais uma vez escolheu o caminho mais difícil.
Não sabia fazer promessas para si, então isso ou aquilo era sempre por aqueles. Quem não se ama pode ser amado? Sempre culpava as promessas que dexara de cumprir, a culpa era sempre sua.
Os olhos ardiam, mas o sono podia esperar enquanto ela esperava. Por ninguém... Coração vazio novamente, lamentava. Para alguns, alguma forma de amor é motivação.
Cabeça baixa, desânimo e um olhar perdido. Rabiscou algo como "achava que você era igual a mim, mas se parece mais com tudo mundo que... "
Concluir seria doloroso. Amassou o rascunho. Abriu a folha de novo e a dobrou em formato de coração. Jogou no lixo.

- Acho que errei novamente.
Alguém lhe esticou a mão.
- Há uma diferença entre errar e acertar sem ninguém para aplaudir.
Quando os olhos marejam, tudo que se diga é inútil.
- Eu teimei em fazer tudo certo!
Ganhou um afago, nada mais.
- Eu e minha mania de fazer tudo certo.
Terminaram a refeição em silêncio.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

4 P's

Um homem disse uma vez: "O publicitário é o câncer da humanidade".
Sim, eu sou publicitária! Na faculdade eu aprendi todos os métodos possíveis de implantar um 'sim' na mente de alguém. Tem a teoria da agulha hipodérmica e tantas outras para convencer quem vê sua propaganda a comprar o seu produto.
Se eu discordar da hipótese acima, não considere como defesa. Os líderes são o câncer da sociedade.
O publicitário expõe feliz o produto, o líder expõe as pessoas.
Entenda: Pessoas não são produtos.

Preceito básico do marketing: Os 4 P's.
Produto - Praça - Promoção - Preço.

O produto pode seduzir pela embalagem. Cores vistosas, estudadas. Em psicologia a gente aprende tudo sobre isso. Um slogan posto num lugar correto, um logotipo impactante! Ele se destaca entre a prateleira. Aí é com você...
Tem gente que se atrai pelo produto de marca. Caro e vistoso, daqueles que deixa os amigos com inveja.
Há quem colecione a embalagem. Seja uma lata, ou a caixa que embrulha tudo, ou a fita que laceia o embrulho. Geralmente acaba do mesmo jeito, você vai usar o que guardou para dar de presente para outra pessoa, ou simplesmente jogar na reciclagem.
Por fim, tem alguém que olha o conteúdo. Mas lembre, você não vai poder viver a vida toda usando o mesmo pacote de feijão, por mais que ame aquele feijão!
Pessoas não são produtos.

Praça:

Existem lugares básicos para você encontrar um produto. Geralmente onde as pessoas vão para fazer pesquisas. Elas analisam as mercadorias, veem os preços, as promoções e, acima de tudo, comparam.
Pode-se efetuar a compra porque era o produto mais fácil de se alcançar, porque o preço era mais acessível, porque a prateleira dos concorrentes estava vazia.
A pessoa pode ficar fiel ao produto, mas um dia o concorrente pode expor um produto melhor, as prateleiras podem estar cheias de novidades...
Pessoas não são produtos!

Preço:

Uma etiqueta externa que determina por quanto se consegue o que se quer. O produto mais caro deve ser melhor, mas talvez tenha que se economizar demais para conseguir. Nem sempre o mais barato é o melhor, mas às vezes compra-se só para não sair de mãos abanando.
E se hoje o melhor está difícil, amanhã pode mudar de figura.
Pessoas não são produtos!

Promoção:

Geralmente um produto em promoção está danificado ou com a validade prestes a vencer.
A ilusão de ter algo melhor fazendo economia parece bem interessante.
Fica aquela sensação de 'é pegar ou largar'. O aspecto visual começa a falar alto! O impacto da oportunidade imediata. A cegueira da razão. Ou você leva ou alguém leva.
Pessoas não são produtos!


Então, se você sabe que pode influenciar alguém a tomar uma decisão, lembre-se sempre disso.
Uma pessoa não tem poder se não tiver nobreza. Se você sabe ser uma influência, leve as pessoas para boas referências.
Se pessoas fossem produtos, seus valores estariam nas etiquetas externas.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Se fosse sempre assim...

Para você, eu devia ter coragem de atravessar aquela ponte. Para mim, você não poderia ter faltado aquele dia. Para você eu sempre estive aqui. Por mim tantas vezes você faltou. Não sorri, eu sei, mas não transpareci. Joguei a culpa dem alguém, ela nunca será sua, ok?
Eu que olhava fundo nos olhos e me atentava a cada palavra. E nunca te interrompi. Você não me entende e sempre me atropela. Quando falo algo que já disse, parece surpresa para você. Eu desviei caminhos porque não via a hora de chegar. Você mudou de assunto, viu alguém passando na rua. Eu vi que se distraiu.
Tanta gente se perguntava "mas logo assim, tão diferentes?". Você era a cabeça, eu o coração. Você articula, eu sofro. Enquanto a gente se completava, o lado fácil parecia sempre ser o seu. Tanta gente não me entendia, mas nunca me ouviu reclamar. Eu que nunca me queixei de você nem pelas costas e você que tanto me ironizou na frente dos outros.
As pessoas preferiam seus olhos, mas se alguém olhasse para mim ou me fizesse desviar, algo mudava em você. Eu nunca te entendi, mas sempre me traduzi para que você nunca me entendesse errado.
Você é o furacão, eu sou a paciência. Você não pede desculpas e eu me coloco a chorar diante de você... Sem pudores! Eu não tenho vergonha, você a disvirtua. Você não entende minhas brincadeiras, mas eu não posso te estranhar. Você só oferece, mas nunca pergunta o que eu quero receber.
Todo mundo aposta as fichas em uma desgraça anunciada e às vezes até eu creio que pode ser. Mas toda vez que penso em desistir, há um gesto ou uma palavra que me faz voltar atrás, porque só você consegue me fazer ver tudo diferente do que eu vejo. Enquanto eles pensam o mesmo de mim, você vem com a sua ótica sempre alternativa.
Talvez se eles me vissem assim, diferente como você, entenderiam tudo.

Melody of you

Não era em vão guardar aquele post no rascunho. Meus pressentimentos estão cada vez mais pontuais, me livrando de algumas vergonhas.


Quero partilhar apenas comigo as coisas que quero relembrar. Um lugar estranho, cheio de gente 'esquisita'. Eu me sentia em casa, mas era como se uma mudança tivesse trocado tudo de lugar. Passou com alguém ao seu lado, não lembro quem.... Quem nunca sentiu um embrulho no estômago com apenas um olhar?
Tem o tal do 'deja-vu', ao qual responsabilizam por qualquer sensação de 'já vivi isso antes'. Algo me soou familiar. Eu estava cansada e preocupada demais em fazer qualquer social. Mas por dias lembrei daquilo, porque era só o que tinha para lembrar.
Na segunda vez, foi mais a curiosidade. Eu tinha um rosto na memória e arrumei um modo de 'seguir', o que não é muito difícil dependendo da ocasião. Eu passei por ali e pensava 'o que será que pensa de mim?'.
Viria então um hiato, mas antes dele a elha brincadeira de cão e gato. Eles não se bicam, mas se perseguem. É uma espécie de entendimento de espaço. Até onde vamos? Passou como o vento atrás de mim. Mas eu só estava lá porque vi para onde foi. Quando estava voltando, passos acelerados atrás de mim... Uma palavra e eu já sabia que era você. Olhei para trás. Alguém me observava.
O que veio depois foi vazio. Eu tinha poucas escolhas, uma delas era tomar uma iniciativa quando... Quando? Já era tão difícil te encontrar, quando podia ser, não estava lá.
Eu nunca vi o destino brincar. Nenhum traço de sonho poderia narrar como seria qualquer reencontro. Foi com a facilidade em que sempre te vi em todas as fotografias com muitas pessoas ao seu redor que te vi chegando... No mesmo tempo que eu!
O que fazem os tolos quando surgem as oportunidades? Enxugam as palmas das mãos trêmulas nas calças e tomam uma atitude. A parte mais divertida foi comemorar não gaguejar ou tremer, dentro de mim tudo girava. Alguns escolhem os assuntos ou as palavras, eu não queria pensar, a saudade me fez agir.
De repente sentir saudade de alguém com quem nunca havia falado chegava a ser tão ridículo. Quando me senti uma criança, entendi melhor o que aconteceu em mim, pois sem nada você me relembrava do que havia de bom em mim.
Fazer uma pessoa de 25 anos sentir-se como uma criança de novo! É.. um bom passo!
O que veio daí em diante foge da história. O que virá, eu não sei...
Mas eu nunca vi o destino brincar!
Cada um de nós tem sua hora de viver. E se antes cada hora me colocava em prova, pela primeira vez sinto vontade apenas de esperar!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Nota de passagem:

Para toda estrada, há um retorno.

Nem sempre são as minhas vontades, mas elas se criam com tanta propriedade.
Já quis me apegar com sorrisos. A brincadeira de tom & Jerry acabou. Já olhei para o mais longe possível, para o proibido. Não sou capaz ainda.
Mas toda vez que algo me escapa ou toda vez que algo me falta... Tem o que sempre está lá. Não por ser um estepe, mas porque a gente não se perde.
Você já sentiu que não existe sem alguém? Que nunca existiu antes de alguém?
Hoje nem é mais o que já foi. Não pode ser chamado de 'amor', não mesmo. É uma condição.
Apenas algo que te impede de desgrudar. Apenas algo que entralaçou sua vida com a de alguém de modo tão extremo que foge ao seu controle.
É tão maior que tentar dar nomes ou rotular deixa de ser interessante. Tem uma dimensão que você nunca viu porque está além do campo de visão. Está mais à frente...

Ao meu retorno!