quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Melody of you

Não era em vão guardar aquele post no rascunho. Meus pressentimentos estão cada vez mais pontuais, me livrando de algumas vergonhas.


Quero partilhar apenas comigo as coisas que quero relembrar. Um lugar estranho, cheio de gente 'esquisita'. Eu me sentia em casa, mas era como se uma mudança tivesse trocado tudo de lugar. Passou com alguém ao seu lado, não lembro quem.... Quem nunca sentiu um embrulho no estômago com apenas um olhar?
Tem o tal do 'deja-vu', ao qual responsabilizam por qualquer sensação de 'já vivi isso antes'. Algo me soou familiar. Eu estava cansada e preocupada demais em fazer qualquer social. Mas por dias lembrei daquilo, porque era só o que tinha para lembrar.
Na segunda vez, foi mais a curiosidade. Eu tinha um rosto na memória e arrumei um modo de 'seguir', o que não é muito difícil dependendo da ocasião. Eu passei por ali e pensava 'o que será que pensa de mim?'.
Viria então um hiato, mas antes dele a elha brincadeira de cão e gato. Eles não se bicam, mas se perseguem. É uma espécie de entendimento de espaço. Até onde vamos? Passou como o vento atrás de mim. Mas eu só estava lá porque vi para onde foi. Quando estava voltando, passos acelerados atrás de mim... Uma palavra e eu já sabia que era você. Olhei para trás. Alguém me observava.
O que veio depois foi vazio. Eu tinha poucas escolhas, uma delas era tomar uma iniciativa quando... Quando? Já era tão difícil te encontrar, quando podia ser, não estava lá.
Eu nunca vi o destino brincar. Nenhum traço de sonho poderia narrar como seria qualquer reencontro. Foi com a facilidade em que sempre te vi em todas as fotografias com muitas pessoas ao seu redor que te vi chegando... No mesmo tempo que eu!
O que fazem os tolos quando surgem as oportunidades? Enxugam as palmas das mãos trêmulas nas calças e tomam uma atitude. A parte mais divertida foi comemorar não gaguejar ou tremer, dentro de mim tudo girava. Alguns escolhem os assuntos ou as palavras, eu não queria pensar, a saudade me fez agir.
De repente sentir saudade de alguém com quem nunca havia falado chegava a ser tão ridículo. Quando me senti uma criança, entendi melhor o que aconteceu em mim, pois sem nada você me relembrava do que havia de bom em mim.
Fazer uma pessoa de 25 anos sentir-se como uma criança de novo! É.. um bom passo!
O que veio daí em diante foge da história. O que virá, eu não sei...
Mas eu nunca vi o destino brincar!
Cada um de nós tem sua hora de viver. E se antes cada hora me colocava em prova, pela primeira vez sinto vontade apenas de esperar!

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