quinta-feira, 4 de novembro de 2010

4 P's

Um homem disse uma vez: "O publicitário é o câncer da humanidade".
Sim, eu sou publicitária! Na faculdade eu aprendi todos os métodos possíveis de implantar um 'sim' na mente de alguém. Tem a teoria da agulha hipodérmica e tantas outras para convencer quem vê sua propaganda a comprar o seu produto.
Se eu discordar da hipótese acima, não considere como defesa. Os líderes são o câncer da sociedade.
O publicitário expõe feliz o produto, o líder expõe as pessoas.
Entenda: Pessoas não são produtos.

Preceito básico do marketing: Os 4 P's.
Produto - Praça - Promoção - Preço.

O produto pode seduzir pela embalagem. Cores vistosas, estudadas. Em psicologia a gente aprende tudo sobre isso. Um slogan posto num lugar correto, um logotipo impactante! Ele se destaca entre a prateleira. Aí é com você...
Tem gente que se atrai pelo produto de marca. Caro e vistoso, daqueles que deixa os amigos com inveja.
Há quem colecione a embalagem. Seja uma lata, ou a caixa que embrulha tudo, ou a fita que laceia o embrulho. Geralmente acaba do mesmo jeito, você vai usar o que guardou para dar de presente para outra pessoa, ou simplesmente jogar na reciclagem.
Por fim, tem alguém que olha o conteúdo. Mas lembre, você não vai poder viver a vida toda usando o mesmo pacote de feijão, por mais que ame aquele feijão!
Pessoas não são produtos.

Praça:

Existem lugares básicos para você encontrar um produto. Geralmente onde as pessoas vão para fazer pesquisas. Elas analisam as mercadorias, veem os preços, as promoções e, acima de tudo, comparam.
Pode-se efetuar a compra porque era o produto mais fácil de se alcançar, porque o preço era mais acessível, porque a prateleira dos concorrentes estava vazia.
A pessoa pode ficar fiel ao produto, mas um dia o concorrente pode expor um produto melhor, as prateleiras podem estar cheias de novidades...
Pessoas não são produtos!

Preço:

Uma etiqueta externa que determina por quanto se consegue o que se quer. O produto mais caro deve ser melhor, mas talvez tenha que se economizar demais para conseguir. Nem sempre o mais barato é o melhor, mas às vezes compra-se só para não sair de mãos abanando.
E se hoje o melhor está difícil, amanhã pode mudar de figura.
Pessoas não são produtos!

Promoção:

Geralmente um produto em promoção está danificado ou com a validade prestes a vencer.
A ilusão de ter algo melhor fazendo economia parece bem interessante.
Fica aquela sensação de 'é pegar ou largar'. O aspecto visual começa a falar alto! O impacto da oportunidade imediata. A cegueira da razão. Ou você leva ou alguém leva.
Pessoas não são produtos!


Então, se você sabe que pode influenciar alguém a tomar uma decisão, lembre-se sempre disso.
Uma pessoa não tem poder se não tiver nobreza. Se você sabe ser uma influência, leve as pessoas para boas referências.
Se pessoas fossem produtos, seus valores estariam nas etiquetas externas.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Se fosse sempre assim...

Para você, eu devia ter coragem de atravessar aquela ponte. Para mim, você não poderia ter faltado aquele dia. Para você eu sempre estive aqui. Por mim tantas vezes você faltou. Não sorri, eu sei, mas não transpareci. Joguei a culpa dem alguém, ela nunca será sua, ok?
Eu que olhava fundo nos olhos e me atentava a cada palavra. E nunca te interrompi. Você não me entende e sempre me atropela. Quando falo algo que já disse, parece surpresa para você. Eu desviei caminhos porque não via a hora de chegar. Você mudou de assunto, viu alguém passando na rua. Eu vi que se distraiu.
Tanta gente se perguntava "mas logo assim, tão diferentes?". Você era a cabeça, eu o coração. Você articula, eu sofro. Enquanto a gente se completava, o lado fácil parecia sempre ser o seu. Tanta gente não me entendia, mas nunca me ouviu reclamar. Eu que nunca me queixei de você nem pelas costas e você que tanto me ironizou na frente dos outros.
As pessoas preferiam seus olhos, mas se alguém olhasse para mim ou me fizesse desviar, algo mudava em você. Eu nunca te entendi, mas sempre me traduzi para que você nunca me entendesse errado.
Você é o furacão, eu sou a paciência. Você não pede desculpas e eu me coloco a chorar diante de você... Sem pudores! Eu não tenho vergonha, você a disvirtua. Você não entende minhas brincadeiras, mas eu não posso te estranhar. Você só oferece, mas nunca pergunta o que eu quero receber.
Todo mundo aposta as fichas em uma desgraça anunciada e às vezes até eu creio que pode ser. Mas toda vez que penso em desistir, há um gesto ou uma palavra que me faz voltar atrás, porque só você consegue me fazer ver tudo diferente do que eu vejo. Enquanto eles pensam o mesmo de mim, você vem com a sua ótica sempre alternativa.
Talvez se eles me vissem assim, diferente como você, entenderiam tudo.

Melody of you

Não era em vão guardar aquele post no rascunho. Meus pressentimentos estão cada vez mais pontuais, me livrando de algumas vergonhas.


Quero partilhar apenas comigo as coisas que quero relembrar. Um lugar estranho, cheio de gente 'esquisita'. Eu me sentia em casa, mas era como se uma mudança tivesse trocado tudo de lugar. Passou com alguém ao seu lado, não lembro quem.... Quem nunca sentiu um embrulho no estômago com apenas um olhar?
Tem o tal do 'deja-vu', ao qual responsabilizam por qualquer sensação de 'já vivi isso antes'. Algo me soou familiar. Eu estava cansada e preocupada demais em fazer qualquer social. Mas por dias lembrei daquilo, porque era só o que tinha para lembrar.
Na segunda vez, foi mais a curiosidade. Eu tinha um rosto na memória e arrumei um modo de 'seguir', o que não é muito difícil dependendo da ocasião. Eu passei por ali e pensava 'o que será que pensa de mim?'.
Viria então um hiato, mas antes dele a elha brincadeira de cão e gato. Eles não se bicam, mas se perseguem. É uma espécie de entendimento de espaço. Até onde vamos? Passou como o vento atrás de mim. Mas eu só estava lá porque vi para onde foi. Quando estava voltando, passos acelerados atrás de mim... Uma palavra e eu já sabia que era você. Olhei para trás. Alguém me observava.
O que veio depois foi vazio. Eu tinha poucas escolhas, uma delas era tomar uma iniciativa quando... Quando? Já era tão difícil te encontrar, quando podia ser, não estava lá.
Eu nunca vi o destino brincar. Nenhum traço de sonho poderia narrar como seria qualquer reencontro. Foi com a facilidade em que sempre te vi em todas as fotografias com muitas pessoas ao seu redor que te vi chegando... No mesmo tempo que eu!
O que fazem os tolos quando surgem as oportunidades? Enxugam as palmas das mãos trêmulas nas calças e tomam uma atitude. A parte mais divertida foi comemorar não gaguejar ou tremer, dentro de mim tudo girava. Alguns escolhem os assuntos ou as palavras, eu não queria pensar, a saudade me fez agir.
De repente sentir saudade de alguém com quem nunca havia falado chegava a ser tão ridículo. Quando me senti uma criança, entendi melhor o que aconteceu em mim, pois sem nada você me relembrava do que havia de bom em mim.
Fazer uma pessoa de 25 anos sentir-se como uma criança de novo! É.. um bom passo!
O que veio daí em diante foge da história. O que virá, eu não sei...
Mas eu nunca vi o destino brincar!
Cada um de nós tem sua hora de viver. E se antes cada hora me colocava em prova, pela primeira vez sinto vontade apenas de esperar!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Nota de passagem:

Para toda estrada, há um retorno.

Nem sempre são as minhas vontades, mas elas se criam com tanta propriedade.
Já quis me apegar com sorrisos. A brincadeira de tom & Jerry acabou. Já olhei para o mais longe possível, para o proibido. Não sou capaz ainda.
Mas toda vez que algo me escapa ou toda vez que algo me falta... Tem o que sempre está lá. Não por ser um estepe, mas porque a gente não se perde.
Você já sentiu que não existe sem alguém? Que nunca existiu antes de alguém?
Hoje nem é mais o que já foi. Não pode ser chamado de 'amor', não mesmo. É uma condição.
Apenas algo que te impede de desgrudar. Apenas algo que entralaçou sua vida com a de alguém de modo tão extremo que foge ao seu controle.
É tão maior que tentar dar nomes ou rotular deixa de ser interessante. Tem uma dimensão que você nunca viu porque está além do campo de visão. Está mais à frente...

Ao meu retorno!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

--

Os dois já tinham cabelos brancos. Não estavam de mãos dadas, mas caminhavam lado a lado calmamente, tomando um grande espaço na calçada.
Ela, pouco mais de 20 anos, fones nos ouvidos. Mochila nas costas e uma sacola nas mãos. Não podia esperar. Desceu do meio-fio e ultrapassou-os como um vento.

O senhor e a senhora invejavam sua velocidade e pensavam que ela jamais poderia sentir o mesmo em relação a eles.
Ela não olhou para trás. Não por desdém. Mas olhou para si e pensou - Como queria ter algém com quem envelhecer.

---

Não gostava de apertar a buzina, mas estava perdendo a paciência com aquela ciclista.
- Como eu odeio esse povo que não tem o que fazer.
Mal sabia ela que a garota da bicicleta tinha um filho pequeno para criar. Sim, ela adoraria ter mais o que fazer.

----

- Afinal, porque você sempre anda com a cabeça baixa?
- As pessoas, elas refletem muitas vezes o que eu queria ser.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Eu nem me lembro mais...

Alguns desconfiam. Talvez você. Ou talvez muitos, menos você!
Tem gente que tem a boca maior que o mundo... Fala demais... Nem sabe!
Por muito tempo eu faria qualquer coisa, daria qualquer coisa. Quantas vezes eu falei!
Questionei pessoas e coisas que disseram que (agora) não questionaria mais.
Você apenas deseja ter a todos na palma das mãos! Olha com vulgaridade para o ambiente ao seu redor. Ilude pessoas, é sua especialidade!
Logo eu que nunca tive coragem de dizer o que falam de você pelas costas. Se soubesse, viraria a cara para tanta gente! E eu quase caí na besteira de virar a cara para alguém que dizia a verdade... Por acreditar em você!
Eu deveria ter tirado a lição. Lembrar de como foi quando a gente se conheceu!
Você vem sendo minha decepção constante. Infelicidade a minha!
Mas... Ah se soubesse! Hoje eu me questionei e talvez... Sim... Talvez sim! Tenha arrumado algo pelo que largar todos os planos que colocava à frente de tudo!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Pra que fingir?

Quem nunca descobriu penosamente que perdeu tempo?
Poderia ter feito tantas coisas mais da minha vida, mas me amarrei em respeito a alguém que nunca me correspondeu.
De tudo que se não for feito bom uso, torna-se letal... A pior das consequencias é paga com a convivência.
Algumas pessoas simplesmente mudam quando tudo parece ser "assim para sempre", quando sentem-se seguras pisando em território conhecido. Sentem-se até poderosas o suficiente para conhecer seus defeitos tão facilmente a arremessa-los em sua cara quando for conveniente.
Então vamos ao mais claro dos fatos: Minha felicidade aparente.
Eu me dedico demais ao trabalho? Sim! Eu passo tempo demais em serviço? Sim...
Mas talvez isso seja porque, sinto muito, você não é o maior dos meus sonhos!
Por dois motivos: ou porque não era você ou pelo fato de que você ainda não é bom o suficiente para competir com o que mais amo.
Você nunca teve coragem de me olhar nos olhos, pois encararia meus sonhos. Você nunca foi pontual porque sabia que ainda não era a hora. Você nunca foi digno do meu perdão porque sabe que fez exatamente o que jamais poderia.
E eu? Eu apostei todas as minhas fichas, mesmo muitas vezes desacreditando do futuro. Apontei os caminhos e dei chances que lhe foram mais que suficientes para arrancar o melhor de mim, pois não quero ser menos que isso para você.
Não é que eu seja cheia de planos. A verdade maior de todas é que estou vendo a vida passar, e não acho que sou nova demais para admirar a vida correndo pelo lado de fora da janela. Se para você a vida está bem resolvida e se suas ambições não são maiores do que o castelo que você construiu, não exija que eu me contente com as sus conquistas.
Eu não posso olhar esse mundo e dizer que ele é meu. Mas preciso olhar para trás e falar "essa vida foi minha".
Se você tiver paciência, me respeite e não me prive de lutar pelos meus sonhos. Assim você estará mais próximo de ser parte deles. Mas ainda não estão inclusos neles a privação da pessoa que anseio ser.. Por ninguém!