sexta-feira, 16 de julho de 2010

Cayman Islands

Nem ela, nem eu, nem ele entendemos!
Pode nascer de uma empatia instantânea, mas geralmente nasce das antipatias discretas.
Talvez porque a gente não se surpreenda com o que é acostumado. Quem sabe a surpresa não faz tudo mais atraente?
Alguns dias dispensavam bom dia... E quantos "obrigado" não foram ditos. Parecia um chão de concreto, mas se eu comprar um pouco de areia, posso fazer flores nascerem aqui.
Na realidade, é muito mais nossa escolha. O que vai além da convivência já deixa de ser.
É quando você começa a pedir por mais, porque nada é muito e tudo é pouco. Aqueles sinais que são tão evidentes se tornam grandes enigmas, e você teima em não acreditar para se proteger.
Porém, quando você tampar seu rosto com a coberta e fechar os olhos o mais apertado que puder, sempre vai ver a mesma imagem. É isso que determina as coisas das quais não se pode fugir.
Você começa a escrever o final de algo que nem começou. Inventa diálogos que ninguém nunca citou e acredita porque precisa ter fé em algo.
Por quê isso? Vai que de repente como num sopro divino o que a gente sonha não pode virar verdade? De repente você olha as pessoas vazias que desisitiram dos seus sonhos precocemente, acharam que não eram capazes... Desistiram! Ou porque alguém as induziu ou porque elas cansaram de tentar.
Ela sorriu quando lembrou que tem a eternidade para descansar, mas apenas uma vida para fazer valer a pena!
Naquela folha dobrada em quatro, um bilhete: "Sabe aqueles amores que competiam? Eles não eram reais! Onde há amor, não há competição."
Fechou os olhos e viu a mesma face. Seu sonho de estar junto e viver ao mesmo tempo já não competiam mais.
Deixou as escolhas para quando fossem necessárias. O urgente agora era viver o momento...
Um a um...

"Lembra da última vez que disse 'para sempre'? Quanto tempo durou?
Mas dessa vez algo sopra aos ouvidos: 'faça durar' "

Com meus sentimentos...

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