Então deixa eu te contar aquela história de novo!
Por que nem sempre a memória é tão ativa, porém ela já tinha escolhido o momento de ser.
Eu lembro da sua inquietação. Sentou-se na mesa e balançou os pés. Saltou com astúcia quando achou conveniente e arrumou algum pretexto para me levar até lá.
Percebi com o tempo que você nunca gostou de seguir os outros, prefere que eles se levantem e andem com você.
Eu inventei uma desculpa. Aquelas pessoas todas e seus assuntos desinteressantes, a mim importava saber o que você queria dizer. Claro que eu que tive que puxar a cadeira.
Sorria enquanto eu queria chorar. Se o tempo já havia te calejado, ele ainda é impiedoso comigo.
Algo me fez ter vontade de seguir. Parecia um caminho tão interessante... A paisagem impecável e as árvores balançando seus galhos para dançar com o vento. Alguém me disse que tudo que é físico fica, um dia quebra, ou você se desfaz, mas isso não!
Eu persegui o tempo. Agarrei o passado com uma das mãos, na linha da outra, o mapa do futuro. Há tempos não me sentia tão 'mística', porém a ausência do que acreditar deixa a vida tão vazia e tantas vezes nos faz desistir antes de tentar.
Talvez o futuro caiba nessa caixa de fósforo, ou precise de uma gaiola... Talvez uma mala! Porém eu sinto que posso guardá-lo, e não mais aguardá-lo... Era uma figura desenhada a traços claros que dizia que agora tudo poderia dar certo, o máximo que poderia acontecer era não dar.
Não sei mais se vale viver com honra se eu não tiver a felicidade no banco de passageiros.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário